sábado, 20 de agosto de 2011

Dicró


Nome completo: Carlos Roberto de Oliveira
Nome artístico: Dicró
Data de nascimento:
Local:
Data de falecimento: 25/04/2012
Local:
Gênero: Samba.




Samba Perde Dicró, "A Voz do Subúrbio / Diabético e hipertenso, compositor fluminense morreu na noite da última quarta, aos 66 anos
Por Roberta Pennafort ( Agência Estado ) / ( 27/04/2012 )

Irreverência é a principal marca dos Sambas de Dicró, compositor fluminense que morreu na noite da última quarta-feira, 25, aos 66 anos, de enfarte. Ele era diabético, tinha problemas renais e episódios de hipertensão. Passou mal em casa, em Magé, na Baixada Fluminense, depois de uma sessão de hemodiálise. Até poucas semanas atrás, podia ser visto no Largo da Carioca, no centro do Rio, vendendo seus CDs numa banquinha e fazendo graça com quem passava por ele.

Dicró se chamava Carlos Roberto de Oliveira (quando começou a compor, assinava “De C.R.O.”, daí o apelido), e era conhecido pelas letras de duplo sentido que criava. As brincadeiras com a figura da sogra eram constantes. Ele brincava dizendo que se pudesse teria dez sogras – “minha mulher é que não deixa”.

Os Sambas sobre o cotidiano dos morros e subúrbios lhe garantiam empatia com o povão. Na década de 1990, uniu-se a Moreira e Bezerra da Silva para fazer o disco Os Três Malandros In Concert. Depois da morte dos dois sambistas, passou a ser considerado “O Último dos Malandros Cariocas”.

A Vaca da Minha Sogra, Praia de Ramos, O Bingo, Olha a Rima e Funeral do Ricardão, estão entre suas músicas mais lembradas. O enterro de Dicró foi realizado no fim da tarde de ontem, no Cemitério Parque Jardim de Mesquita, na Baixada Fluminense. Ele era casado havia 46 anos, tinha três filhos e três netos. Cuidava da saúde por pressão familiar, mas não dispensava a cerveja e a comida gordurosa de botequim.

Dicró passou a infância numa favela da Baixada. A mãe, ligada á Umbanda, costumava reunir sambistas no terreiro que mantinha. Mais tarde, ele integraria  ala de compsositores de duas escolas de Samba da região, a Beija-Flor e a Grande Rio. Roberto Ribeiro o lançaria em disco, em 1976. Ao longo de sua trajetória, Dicró gravou 12 álbuns.

[ Fonte: Jornal "Gazeta de Alagoas, 27 de abril de 2012 ]

[ Editado por Pedro Jorge ]

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