sábado, 20 de agosto de 2011

Sérgio Sampaio


Sérgio Sampaio





Nome completo: ( carece de fonte )
Nome artístico: Sérgio Sampaio
Data de nascimento:
Local: Cachoeiro do Itapemirim
Data de falecimento:
Local:
Gênero: MPB.


SÉRGIO SAMPAIO / Grã-Ordem da Sociedade Kavernista

Nota: Trechos do livro "Eu quero é botar meu bloco na rua - Biografia de Sérgio Sampaio" de Rodrigo Moreira - Ed. Muiraquitã, Niterói, RJ, 2000, Págs. 40/45:

"Embora comercialmente bem sucedido, desde muito tempo Raul Seixas sentia-se tolhido e frustrado como produtor e compositor de sucessos alheios, nenhum deles à altura de seu verdadeiro potencial artístico e ideológico... Ele viu em Sérgio (Sampaio) o parceiro ideal para um novo projeto musical, absurdo para aquela época. Um disco conceitual ainda mais ousado que "Johnny McCartney", para o qual já tinham algumas parcerias prontas. Contudo, queriam formar um grupo para a empreitada, e o primeiro a ser chamado foi um velho amigo baiano de Raul, Edy.

...Raul queria uma mulher para completar o grupo... Aí - Edy lembra - resolveu ligar para São Paulo e convidar uma cantora que tinha feito sucesso em 70, num show na Boate Drink. Era Míriam Batucada, uma engraçada e anti-convencional sambista muito original e talentosa, mas eterna deslocada no cenário da MPB...

Com a chegada de Míriam, logo apelidada por Raul e Sérgio de "Dr. Silvana", estava pronta a "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista". Nas palavras de Sérgio, "aquilo foi o desespero. Na verdade , o Raul sempre foi louco e com mania de fundar sociedades,(...). O nome "Kavernista" pintou porque naquela época a gente falava muito em voltar às origens, aquele papo que os homens iriam viver em caverna depois da explosão da bomba atômica, essas maluquices."

SOCIEDADE DA GRÃ-ORDEM KAVERNISTA - SESSÃO DAS DEZ
Lado A
1-Êta vida (Raul Seixas/Sérgio Sampaio) -voz: Raul Seixas e Sérgio Sampaio
2-Sessão das dez (Raul Seixas) - voz: Edy
3-Eu vou botar pra ferver (Raul Seixas) - voz: Sérgio Sampaio e Raul Seixas
4-Eu acho graça (Sérgio Sampaio) - voz: Sérgio Sampaio
5-Chorinho inconsequente (Sérgio Sampaio/Erivaldo Santos) - voz: Míriam Batucada
6-Quero ir (Raul Seixas/Sérgio Sampaio) - voz: Raul Seixas e Sérgio Sampaio

Lado B
1-Soul tabarôa (Antonio Carlos/Jocafi) - voz:Míriam Batucada
2-Todo mundo está feliz (Sérgio Sampaio) - voz: Sérgio Sampaio
3-Aos trancos e barrancos (Raul Seixas) - voz: Raul Seixas
4-Eu não quero dizer nada (Sérgio Sampaio) - voz: Edy
5-Dr. Pacheco (Raul Seixas) - voz: Raul Seixas


CRUEL - SÉRGIO SAMPAIO
A fita de demonstração deixada por Sérgio Sampaio realmente virou CD, inicialmente em um lançamento não oficial que circulou entre colecionadores, com as versões "cruas" das gravações. Uma versão do CD não oficial tinha a fala de Sampaio anunciando cada uma das faixas, já outra versão teve as falas editadas. Abaixo uma das capas do CD não oficial:

SÉRGIO SAMPAIO - INÉDITO
1-Em nome de Deus
2-Roda morta ou reflexões de um executivo
3-Polícia, bandido, cachorro e dentista
4-Brasília
5-Quero encontrar um amor
6-Magia pura
7-Muito além do jardim
8-Destino trabalhador
9-Pavio do destino
10-Uma quase mulher
11-Rosa púrpura de Cubatão
12-Chuva fina
13-Eu quero é botar meu bloco na rua - 1998

Quem acabou se entusiasmando pelo projeto de lançar o disco que Sérgio Sampaio teria feito, se não tivesse nos deixado tão prematuramente, foi o cantor e compositor Zeca Baleiro, confessadamente influenciado pela obra de Sampaio, de quem era admirador, como ele mesmo fala no encarte do CD "Cruel":

"A ideia original do projeto era vestir as canções com delicadeza, sem excessos, apenas realçando as sugestões de arranjo contidas no violão do Sampaio. Tínhamos o desafio de contornar as dificuldades de andamento e afinação das gravações, em parte displicentes, já que não haviam sido feitas como versões definitivas para o disco. Isso só foi possível graças ao envolvimento dos músicos convidados, alguns dos quais se confessaram verdadeiramente emocionados por participarem da empreitada. Caso do guitarrista Tuco Marcondes, que contou, durante a gravação, ter resolvido tornar-se músico profissional depois de assistir ao primeiro show de sua vida, exatamente um show de Sampaio, acompanhado do guitarrista Renato Piau, em Sã Paulo, nos idos anos 1970...

Realizar esse disco, entre outros significados, teve pra mim um sentido de retribuição. Digo isso porque, se me tornei compositor, devo esse destino a alguns espantos que experimentei pela vida afora, como por exemplo, o que tive ao ouvir Sérgio Sampaio pela primeira vez no velho rádio valvulado do meu pai, mágica da infância que ainda hoje ressoa na minha memória" (Zeca Baleiro)

SÉRGIO SAMPAIO - CRUEL
1-Em nome de deus
2-Roda morta
3-Polícia bandido cachorro dentista
4-Brasília
5-Magia pura
6-Rosa púrpura de Cubatão
7-Muito além do jardim
8-Real beleza
9-Pavio do destino
10-Quero encontrar um amor
11-Quem é do amor
12-Cruel
13-Uma quase mulher
14-Maiúsculo

Produção de Zeca Baleiro - Lançamento da Saravá Discos
Pra comprar o CD: www.zecabaleiro.com.br

BALAIO DO SAMPAIO / Trechos de Matéria de Alfredo Herkenhoff no “Jornal do Brasil” de 19/12/96:

“Morreu há dois anos, mas parecia morto mesmo antes. Nenhum disco em catálogo, nenhum espaço na mídia. De repente estava lá no letreiro do Hipódromo Up: “Balaio do Sampaio”. O que se viu na semana passada não foi um simples show. Foi a primeira celebração a um grande compositor popular. Sérgio Sampaio, morto aos 47 anos, de pancreatite causada por álcool, lotou a casa, deixando gente do lado de fora e gente dentro emocionada com o seu legado.

O ressurgimento se deve ao compositor Sérgio Natureza e ao violonista e guitarrista Renato Piau que, nos moldes do Baú do Raul, lançaram o Balaio do Sampaio para botar o bloco na rua. Sampaio, que viveu e morreu de música, quando roubavam-lhe uma idéia, não pensava em plágio. Preferia elogiar: “Fulano é muito criativo”. Como bebia muito e muitas vezes tinha atitudes inconvenientes, ficou marcado como mais um maldito. Eduardo Dussek abriu o espetáculo cantando “Bode” (Eu não quero esse bode/esse bode é igual/aquele carnaval que eu passei sem você). Maestros, atrizes, poetas e cantores novos, muita gente subiu ao palco e brilhou no espetáculo com script bem pensado por Sérgio Natureza. Foi apoteótica a forma como Alceu Valença encerrou a noite cantando “Meu bloco na rua”. Na definição de Piau, Sampaio é o cantor mais impopular do Brasil. Que importa se Chico César o vem citando como uma de suas referências ? Se Bethânia, Zizi Possi, Elba Ramalho, Erasmo Carlos, Melodia e outros o gravaram ? Se Roberto Moura e Tárik de Souza gostam ? Se Fidel Castro...? Não existe nada de Sampaio nas lojas.”

BALAIO DO SAMPAIO - Vários
1-Eu quero é botar meu bloco na rua (Sérgio Sampaio) - voz : Sérgio Sampaio
2-Em nome de Deus (Sérgio Sampaio) - voz: Chico César
3-Feminino coração de Deus (Sérgio Sampaio) - voz: Erasmo Carlos
4-Rosa púrpura de cubatão (Sérgio Sampaio) - voz: João Bosco
5-Tem que acontecer (Sérgio Sampaio) - voz: Zeca Baleiro
6-Meu pobre blues (Sérgio Sampaio) - voz: Zizi Possi
7-Pavio do destino (Sérgio Sampaio) - voz: Lenine
8-Até outro dia (Sérgio Sampaio) - voz: João Nogueira
9-Velho bode (Sérgio Sampaio) - voz: Eduardo Dussek
10-Que loucura (Sérgio Sampaio) - voz: Renato Piau
11-Velho bandido (Sérgio Sampaio) - voz: Jards Macalé
12-Cala a boca Zé Bedeu (Maestro Raul Sampaio) - voz: Luiz Melodia
13-Eu quero é botar meu bloco na rua (Forró/Frevo) (Sérgio Sampaio) - voz: Elba Ramalho

Continuação da matéria de Alfredo Herkenhoff:

"Pouco antes de morrer, Sampaio gravou 14 músicas inéditas no estúdio profissional de Felipe Cavalieri (leia-se Egberto Gismonti), em Salvador. A fita-demonstrativa pode virar CD."
[ Fonte: falasmusicais.blogspot.com ]






SÉRGIO SAMPAIO – ONTEM E AGORA
Por Rodrigo Moreira*

A trajetória errática do capixaba Sérgio Sampaio sempre desafiou explicações. Depois de sacudir o país em 1972 com a marcha-rancho “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua” – um sucesso estrondoso, que realmente marcou época –, o compositor viu pouco a pouco sua carreira estagnar. Difícil de entender porque um artista de evidente talento – melodista sensível, poeta inspirado, expressivo cantor, violonista competente – acabou por  não alcançar, em seu tempo, a popularidade e o prestígio devidos. Há quem diga que o sucesso foi da música, não do cantor e compositor – uma análise um tanto simplista, mas não desprovida de um certo fundo de verdade. 

Nascido em 1947, em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Espírito Santo, filho de Raul Gonçalves Sampaio, maestro de banda e compositor, e de Maria de Lourdes Moraes, professora primária, Sérgio Sampaio recebeu do pai as primeiras influências musicais, tendo curtido na adolescência grande paixão pelo repertório seresteiro de Orlando Silva, Sílvio Caldas e Nelson Gonçalves. Em 1967, enamorado da ebulição cultural do Rio de Janeiro, foi para lá em busca de um lugar no céu estrelado da MPB. Atuou por dois anos como locutor de rádio nas AMs cariocas, enquanto desenvolvia também o seu trabalho musical. Em fins de 1970, foi descoberto acidentalmente pelo produtor Raul Seixas, quando acompanhava ao violão um aspirante a cantor, num teste na gravadora CBS. 

Contratado pela CBS, Sérgio fez sua estréia, em meados de 1971, com o compacto “Coco Verde/Ana Juan”, produzido por Raul. Meses depois, Raul, Sérgio e mais Míriam Batucada e Edy Starr gravaram o polêmico disco “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez”, que causou grande celeuma na CBS. Uma verdadeira sessão de escracho, com paródias e pastiches musicais temperadas com um humor corrosivo, esse trabalho trazia algumas parcerias de Sérgio e Raul, como o xote elétrico “Quero ir” e o acid rock “Doutor Pacheco”. No mesmo ano, o artista defendeu no V FIC sua composição “Ano 83”, que permanece inédita em disco.  

Em 1972, já integrando o elenco da Phillips/Phonogram, Sérgio apresentou no sétimo e último FIC a marcha-rancho “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua”. Mesmo não tendo sido a vencedora, a música foi o maior sucesso do evento. O compacto lançado a seguir venderia cerca de 500 mil unidades. Em meio ao êxito avassalador da música, Sampaio, jovem e sem dispor ainda de uma estrutura profissional sólida, adotou uma postura arredia frente ao intenso assédio da mídia, o que acabaria lhe custando a fama de artista “temperamental” e “difícil”.

Em março de 1973 foi lançado seu primeiro LP, que levou o título de seu maior sucesso. Embora trazendo sambas de apelo popular (“Cala a Boca, Zebedeu”, de autoria de seu pai, e “Odete”) e incursões personalíssimas pela música pop (“Leros e Leros e Boleros”, “Eu Sou Aquele Que Disse”), o disco teve uma vendagem modesta, além de ser recebido pela crítica com desapontamento notável. Mais à frente, sua composição “Quatro Paredes” foi gravada parcialmente por Maria Bethânia, encaixada num pot-pourri no disco “A Cena Muda”.

No início de 1974 saiu o compacto “Meu Pobre Blues / Foi Ela”. A primeira, uma dúbia elegia ao conterrâneo Roberto Carlos, de letra desconcertante, alcançou boa repercussão. Foi sua despedida da Phillips. Ele só retornaria à cena musical em 1975, já na gravadora Continental, lançando o compacto “Velho Bandido / O Teto da Minha Casa”, com boa aceitação popular e críticas muito favoráveis. Ainda em 1975, a irônica marchinha “Cantor de Rádio”, onde o artista alfinetava a indústria musical, foi incluída no LP “Convocação Geral nº 2”, da Som Livre. 

Em 1976, Sérgio lançou seu segundo LP, “Tem Que Acontecer”, considerado por muitos seu melhor trabalho. Com produção de Roberto Moura e arranjos do violonista João de Aquino, no disco brilhavam instrumentistas como Altamiro Carrilho (flauta), Abel Ferreira (clarinete) e Joel Nascimento (bandolim).  Sérgio aliava o vigor interpretativo e poético dos primeiros anos a uma maior maturidade como compositor, em obras bem acabadas, como o amargo samba “Até Outro Dia”, o samba-canção “Velho Bode” (em parceria com Sérgio Natureza), o fox “Que Loucura” (uma letra em homenagem ao poeta tropicalista Torquato Neto) e a faixa-título. O disco foi bem recebido junto à crítica mas não alcançou o sucesso esperado.  

Em meados de 1977, ainda na Continental, Sérgio Sampaio lançou mais um compacto, “Ninguém Vive Por Mim / História de Boêmio (Um Abraço em Nelson Gonçalves)”. A primeira, um pop altamente suingado, foi bem executada nas rádios, apesar da letra cáustica, novamente enfocando a difícil relação do compositor com a indústria do disco. Foi o derradeiro trabalho de Sampaio por uma gravadora oficial. Dali em diante, já arrolado entre os “malditos” da MPB, ele seria um artista independente, sem gravadora e sem música no rádio, vivendo apenas de shows eventuais para um séquito fiel de admiradores em todo o país. 

Em 1981, Erasmo Carlos gravou em seu LP “Mulher” a canção “Feminino Coração de Deus”, composta por Sérgio especialmente para ele. No ano seguinte, Sampaio lançou o disco independente “Sinceramente”. Como o título sugeria, um trabalho de grande desnudamento pessoal do compositor. No entanto, mais uma vez a repercussão foi pequena, a despeito da qualidade de canções como “Nem Assim”, “Tolo Fui Eu” e “Essa Tal de Mentira”. O disco trazia também o samba “Doce Melodia”, onde o homenageado Luiz Melodia terçava vozes com Sérgio. 

Durante os anos 1980, o artista viveu praticamente no limbo profissional, com escassos shows em bares a minguados cachês. Em seus longos retiros em sua cidade natal, porém, ele compunha sempre e cada vez melhor. Suas melodias se tornaram mais elaboradas, ao mesmo tempo conservando seu despojamento tão característico. Passou a criar harmonias com maior esmero e sua poesia atingiu o perfeito balanço entre lirismo, humor, perspicácia e concisão. 

Nos longos anos em que esteve relegado ao acostamento da cena musical, Sérgio apresentou-se quase sempre sozinho com seu violão, maturando sua performance ao máximo. De um balaio de cerca de 50 canções que ele mostrava nessas apresentações, ele escolheria o repertório do cd “Cruel”, que seria produzido pela gravadora paulista Baratos Afins em 1994, e que marcaria a volta de Sérgio ao disco, projeto abortado pela morte do artista, em maio daquele ano, ocasionada por uma crise de pancreatite. 

Mesmo hoje, tantos anos após sua morte, Sérgio Sampaio continua a ser um dos artistas mais verdadeiros, inquietantes e enigmáticos da história da MPB. 

*Rodrigo Moreira
(autor da biografia “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua” - Edições Muiraquitã, 2000)
[ Fonte: sergiosampaio.uol.com.br ]

[ Editado por Pedro Jorge ]

Villa-Lobos

Nome completo:
Nome artístico: Villa-Lobos
Data de nascimento:
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Data de falecimento:
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Gênero:


CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE HEITOR VILLA-LOBOS

Nascido a 5 de março de 1887, no Rio de Janeiro, Heitor Villa-Lobos teve por pais pessoas oriundas de distinta classe social.

Muito cedo o próprio pai, Raul Villa-Lobos, inicia-o nos estudos de solfejo e teoria musical, bem como na prática do clarinete e do violoncelo.

Com a morte de Raul Villa-Lobos, aos 36 anos de idade, vitimado pela varíola, a situação econômica de sua numerosa família entra em fase crítica, aliviada quando o Senado Federal adquire, para sua biblioteca, parte dos livros raros de propriedade de Raul Villa-Lobos, ex-funcionário do Senado.

Outras referências à difícil fase vivida pela família Villa-Lobos são poucas. Sabe-se que, ao terminar seu curso de humanidades, e por pressão materna Heitor Villa-Lobos matriculou-se na Escola de Medicina e cursou o primeiro ano. No ano de 1903 em diante começam a aparecer referências às atuações de Villa-Lobos como intérprete em clubes e teatrinhos particulares e, posteriormente, integrando-se em pequenas orquestras que animavam sessões de cinema mudo.

Os biógrafos de Villa-Lobos narram que, com o dinheiro obtido pela venda de livros raros, herdados do pai, Villa-Lobos percorreu vários Estados brasileiros, em íntima convivência com a Música do povo. Sempre com a finalidade de assimilar as manifestações do Folclore, percorre as regiões do Sul e Centro Oeste, fechando a rota com uma permanência na Região Norte. Foi um período de vital importância para sua obra, porquanto vivenciou o mundo tropical da Amazônia, o que o levou a fixar-se no indigenismo.

De volta ao Rio de Janeiro, em 1912, conhece a pianista Lucilia Guimarães, que se tornou sua esposa, em 1913. Nessa época Villa-Lobos encontra-se em intensa atividade criadora, abordando os mais variados gêneros.

Em 1917 conhece o músico de vanguarda francês Darius Milhaud, que, dois anos após, Ihe proporcionaria, embora de forma indireta, o seu fundamental encontro com o famoso pianista Arthur Rubinstein.

Villa-Lobos começa a se impor no cenário cultural brasileiro. Em 1922 tem destacada participação na Semana de Arte Moderna em São Paulo, cujo sucesso permitiu-lhe viajar para a Europa em 1923. Sua permanência foi de apenas um São Paulo/SP onde, através de sociedades artísticas, deu concertos e obteve o amparo oficial para o projeto da Caravana Artística que, em trem, percorreu inúmeras cidades paulistas.

A convite da Sociedade Wagneriana de Buenos Aires viaja para a capital Argentina e Montevidéu onde dá concertos e se torna conhecido nos meios artísticos. Viaja para Paris em companhia de Lucilia. Dessa vez obtém o sucesso desejado, ao apresentar-se em 24 de outubro e 5 de dezembro de 1927, na Sala Gaveau. Daí em diante é reconhecido e consagrado. Em 1930 volta ao Brasil, apesar de já famoso em toda a Europa, com obras apresentadas por grandes regentes.

Inicia-se, então, sua fase de preocupa,cão com o desenvolvimento do país. Em São Paulo obtém apoio governamental para a realização de caravanas musicais pelo interior do Estado. Mais tarde, no Rio de Janeiro/RJ, promove gigantescas concentrações orfeônicas em estádios de esporte. Escolhe o canto coral como meio de formar musicalmente a juventude brasileira. Para isso, compõe o Guia Prático (1932), antologia folclórica que também publica em versão para piano.

Desde o retorno da Europa, a genialidade de Villa-Lobos foi-se incorporando ao patrimônio artístico-cultural do Brasil. Suas composições empolgam as platéias européias e americanas. A suíte Prole do Bebê (1918-1926), para piano, levou o nome de Villa-Lobos a figurar nos programas dos grandes pianistas, entre eles Arthur Rubinstein. São também obras-primas as Cirandas (1926). Com as Bachianas Brasileiras, cuja origem remonta às suas peregrinações pelo interior do país, quando constatou a semelhança de modulações e contracantos do nosso Folclore com a música de Bach, Villa-Lobos caracterizou-se como um dos maiores músicos do nosso tempo. Em todo o mundo as Bachianas são as mais conhecidas de suas obras.

Reconhecido como gênio musical, recebeu toda a sorte de homenagens, privou com reis e chefes de Estado, conheceu a glória em vida e em glória faleceu em 17 de novembro de 1959, no Rio de Janeiro.

Fonte: Museu Villa-Lobos / FUNDAÇÃO NACIONAL PRÓ-MEMÓRIA.

[ Fonte: www.vivabrazil.com ]

[ Editado por Pedro Jorge ]

Billy Blanco

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"O cantor e compositor Billy Blanco fazia o Samba Narrativo, que contava uma história, sempre com muito humor e um fundo crítico".
Ruy Castro
[ Fonte (frase): Jornal "O Jornal - AL" ]

Nome completo: ( carece de fonte )
Nome artístico: Billy Blanco
Data de nascimento:
Local:
Gênero: MPB.

História da MPB - Volume 32 - Billy Blanco [ 1970 ]

Billy Blanco, nome artístico de William Blanco Abrunhosa, é natural de Belém/PA, começou a apresentar-se em cassinos e programas de rádio aos 18 anos, tocando violão. Mais tarde mudou-se para São Paulo, onde foi estudar arquitetura em 1946, mesmo ano em que surgem suas primeiras composições. Dois anos depois radicou-se no Rio de Janeiro/RJ e formou um grupo musical para tocar na noite. Por essa época conheceu Dolores Duran - uma das principais intérpretes de suas músicas - e os Anjos do Inferno, que gravaram seu samba "Pra Variar" em 1951.

Nos anos 1950 sua carreira de compositor deslanchou, e teve músicas gravadas por Dick Farney ("Grande Verdade"), Os Cariocas ("Não Vou pra Brasília"), Doris Monteiro ("Mocinho Bonito"), entre outros.

Em 1954 acontece o lançamento da "Sinfonia do Rio de Janeiro", em parceria Tom Jobim, com quem havia composto "Tereza da Praia", primeiro sucesso da dupla, gravado pelos "rivais" Lúcio Alves e Dick Farney. A "Sinfonia" contou com arranjos de Radamés Gnattali e participação de Elizeth Cardoso, Emilinha Borba, Dick Farney, Doris Monteiro, Os Cariocas, Nora Ney, Jorge Goulart, e outros.

Em 1960 houve uma regravação, com outro elenco e arranjos do mesmo Radamés. Outros grandes sucessos foram "Pistom de Gafieira" e "Viva Meu Samba", gravados por Silvio Caldas; "Camelô", "Praça Mauá" e "Estatutos da Gafieira", por Dolores Duran; "Samba Triste" (com Baden Powell), por Lúcio Alves, "A Banca do Distinto", por Isaura Garcia. Nos anos 60 participou de festivais e espetáculos, em que começou a aparecer em público, com seus sambas em estilo de crítica sócio-comportamental.

Wilson Simonal, que gravaria seu "Lágrima Flor" do LP de estreia, foi o intérprete de "Rio dos Meus Amores" no I Festival de Música Brasileira, em 1965. Três anos depois, obteve o 4º lugar da I Bienal do Samba com "Canto Chorado", defendida por Jair Rodrigues. Desde então passou a se apresentar com freqüência em espetáculos, shows e casas noturnas. Em 1993 lançou pela Warner o CD "Guajará: Suíte do Arco-íris".


História da MPB-Volume 32 (Editora ABRIL) / Billy Blanco [1970]

Faixas:
Lado 1

01. VIVA MEU SAMBA (Billy Blanco)/Lúcio Alves
02. A BANCA DO DISTINTO (Billy Blanco)/Isaura Garcia e Conjunto de Walter Wanderley
03. ESTATUTOS DA GAFIEIRA(Billy Blanco)/Jorge Veiga e Conjunto JOsé Menezes
04. MOCINHO BONITO (Billy Blanco)/Dóris Monteiro

Lado 2
05. SINFONIA DO RIO DE JANEIRO (Billy Blanco e Tom Jobim)/Maysa, Jamelão, Os Cariocas e Radamés Gnatalli
06. CAMELÔ (Billy Blanco)/Billy Blanco
07. PISTON DE GAFIEIRA (Billy Blanco)/Jorge Veiga e Conjunto José Menezes
08. RIO DO MEU AMOR (Billy Blanco)/Wilson Simonal




Billy Blanco - A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes (2000)

Faixas:
01. Canto chorado (Billy Blanco)
02. Rotina (Billy Blanco)
03. Outono (Billy Blanco)
04. Viva meu samba (Billy Blanco)
05. Pra variar (Billy Blanco)
06. Se o papai fosse eleito (Billy Blanco)
07. Estatuto de gafieira (Billy Blanco)
08. Piston de gafieira (Billy Blanco)
09. Estatuto de boite (Billy Blanco)
10. Samba de doutor (Billy Blanco)
11. A banca do distinto (Billy Blanco)
12. Mocinho bonito (Billy Blanco)
13. Obrigado excelência (Billy Blanco)
14. Não vou pra Brasília (Billy Blanco)
15. Sinfonia do Rio de Janeiro (Billy Blanco-Tom Jobim)
16. O morro (Billy Blanco - Tom Jobim)
17. Tereza da praia (Billy Blanco - Tom Jobim)
18. Esperança perdida (Billy Blanco - Tom Jobim)
19. Samba triste (Baden Powell - Billy Blanco)
20. Lágrima flor (Billy Blanco)
21. Sinfonia paulistana (Billy Blanco)
22. Lá vem Portela (Billy Blanco)

[ Fonte: Blog - poeiraecantos.blogspot.com ]



BILLY BLANCO [ 8/5/1924 - 8/7/2011 ]

Mundo da Música de Luto
O cantor e compositor Billy Blanco faleceu ás 8h10 da manhã de ontem, após sofrer uma parada cardíaca, aos 87 anos. Ele estava internado no Hospital Pan-Americano, na Tijuca (zona norte do Riode Janeiro/RJ), desde 2 de outubro de 2010, quando sofreu um AVC (acidente vascular cerebral).

Nascido em Belém, em 8 de Maio de 1924, o compositor decidiu estudar arquitetura em São Paulo/SP, em 1946. Lá, iniciou sua carreira de compositor. Depois se mudou para o Rio de Janaeiro, onde a sua carreira artística ganhou novo impulso. Blanco foi um dos percusores da Bossa Nova e parceiro de Tom Jobim, Baden Powell e joão Gilberto.

Oriundo dos primórdios da Bossa Nova, ainda na década de 1950, Billy tinha mais de 500 canções de sua autoria no currículo, gravadas por nomes como Dicy Farney, Dolores Duran, Nora Ney e João Gilberto. Teve ao longo da vida alguns sucessos, entre eles "Tereza da Praia" e "Samba do morro". Inicialmemnte um arquiteto, BB tomou o rumo musical no início dos anos 1950, com o despontar da Bossa Nova.

BB ainda compõs músicas como "Estautos da Gafieira",  "Viva meu Samba" e "Sinfonia do Rio de Janeiro", esta em parceria com Tom Jobim.

No Rio, onde ele passou 63 de seus 87 anos de vida, BB firmou-se como "Cronista-Sambista".

[ Fonte: Jornal "O Jornal - AL", 9 de Julho de 2011 ]

[ Editado por Pedro Jorge ]

José Vasconcelos / VB 2

Nome completo:
Nome artístico: José Vsaconcelos
Data de nascimento:
Local:
Data de falecimento:
Local:
Gênero:

Nota: Aguardem postagem.

Dicró


Nome completo: Carlos Roberto de Oliveira
Nome artístico: Dicró
Data de nascimento:
Local:
Data de falecimento: 25/04/2012
Local:
Gênero: Samba.




Samba Perde Dicró, "A Voz do Subúrbio / Diabético e hipertenso, compositor fluminense morreu na noite da última quarta, aos 66 anos
Por Roberta Pennafort ( Agência Estado ) / ( 27/04/2012 )

Irreverência é a principal marca dos Sambas de Dicró, compositor fluminense que morreu na noite da última quarta-feira, 25, aos 66 anos, de enfarte. Ele era diabético, tinha problemas renais e episódios de hipertensão. Passou mal em casa, em Magé, na Baixada Fluminense, depois de uma sessão de hemodiálise. Até poucas semanas atrás, podia ser visto no Largo da Carioca, no centro do Rio, vendendo seus CDs numa banquinha e fazendo graça com quem passava por ele.

Dicró se chamava Carlos Roberto de Oliveira (quando começou a compor, assinava “De C.R.O.”, daí o apelido), e era conhecido pelas letras de duplo sentido que criava. As brincadeiras com a figura da sogra eram constantes. Ele brincava dizendo que se pudesse teria dez sogras – “minha mulher é que não deixa”.

Os Sambas sobre o cotidiano dos morros e subúrbios lhe garantiam empatia com o povão. Na década de 1990, uniu-se a Moreira e Bezerra da Silva para fazer o disco Os Três Malandros In Concert. Depois da morte dos dois sambistas, passou a ser considerado “O Último dos Malandros Cariocas”.

A Vaca da Minha Sogra, Praia de Ramos, O Bingo, Olha a Rima e Funeral do Ricardão, estão entre suas músicas mais lembradas. O enterro de Dicró foi realizado no fim da tarde de ontem, no Cemitério Parque Jardim de Mesquita, na Baixada Fluminense. Ele era casado havia 46 anos, tinha três filhos e três netos. Cuidava da saúde por pressão familiar, mas não dispensava a cerveja e a comida gordurosa de botequim.

Dicró passou a infância numa favela da Baixada. A mãe, ligada á Umbanda, costumava reunir sambistas no terreiro que mantinha. Mais tarde, ele integraria  ala de compsositores de duas escolas de Samba da região, a Beija-Flor e a Grande Rio. Roberto Ribeiro o lançaria em disco, em 1976. Ao longo de sua trajetória, Dicró gravou 12 álbuns.

[ Fonte: Jornal "Gazeta de Alagoas, 27 de abril de 2012 ]

[ Editado por Pedro Jorge ]

VB 2


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Nota: Aguardem postagem.

VB 2


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Nota: Aguardem postagem.